O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

5 de ago. de 2013

Olho

O mapa das dores, dos amores, dos temores e das doenças. Palco de luzes e de sombras... um caminho de histórias... um livro sem desfecho!

Ana Virgínia em... olho meu!

PARA OS CASAIS QUE LUTAM PELOS SEUS CASAMENTOS!


Não raro ouço atentamente o lamento de amigos (as) que percebem o casamento naufragando. Sempre digo a mesma coisa: incremente nos programas a dois, na relação sexual. Pai e mãe têm o direito de namorar, de conversar sozinhos, de inovar, de explorar juntos novas fontes de prazer - inclusive a sexual. 

Inúmeros se queixam que ao se tornarem pai e mãe, deixaram de ver seus parceiros como homem e mulher - viraram amigos. E o desejo? O amor? Não é o casamento que destrói uma relação. É o comodismo, a dificuldade de delegar, de ceder e "se jogar". 
Sejamos teimosos!

O texto a seguir traduz tudo o que "grita" dentro dos casais...
Muito bom!

Boa leitura e bons resgates!
Ana Virgínia

19 de jul. de 2013

Expansão e amor



E que nada seja mais forte que a vontade de expandir e de amar. Que uma união jamais cerceie a criatividade. Que ninguém promova a cegueira de uma outra pessoa impedindo-a de perceber a beleza além do vínculo. Ampliar a capacidade amorosa, desvendar novos mundos e explorar novos universos podem sim, guardar uma relação direta com a fidelidade e com a lealdade. Amizade não é traição. Casamento não é contrato de exclusividade. Conhecer pessoas não é promiscuidade. Rapaz, "deixa a menina sambar em paz" e ela estará para sempre ao seu lado. Moça, permita-se e descubra o que há em você além da força e status que seu companheiro lhe proporciona. Assim, conhecerão a verdadeira diferença entre uma relação afetuosa e uma dependência emocional.

Ana Virgínia Almeida Queiroz

15 de jul. de 2013

Uma reflexão para o dia do HOMEM

Dia do HOMEM?

Eu acho interessante... 
homens que têm uma estranha mania de acreditar que não são percebidos em suas fragilidades, seus medos e suas malandragens.
São divertidos quanto às suas estratégias sedutoras, à ingenuidade ao subestimar a inteligência feminina e a capacidade de identificar quando articulam jogos emocionais, tentando desestabilizar a mulher com sumiços provocadores de ansiedade. 
Isso é engraçado e pode ser um "tiro no pé"! A mulher pode vir a se sentir bem maior quando agem assim.
É hilário quando se tornam incoerentes, ora se mostrando de um jeito, ora de outro, quando se "embananam" porque na verdade não sabem como agir diante do mistério feminino ou da retidão e da fidelidade que a mulher conseguiu desenvolver com os próprios princípios.
É curioso vislumbrar como parte deles não consegue reconhecer que as mulheres são diferentes no que concerne às necessidades afetivas e às motivações para mantê-los por perto.

Eu aprecio...
Homens inteligentes, que escrevem bem, articulam bem as palavras ao conversar, olham nos olhos e sorriem facilmente. Que reconhecem um lapso e pedem desculpas. Homens sensíveis, elegantes e íntegros.

Eu admiro...
o que acorda cedo para cuidar da saúde, levanta a tampa do vaso sanitário, lava as cuecas no chuveiro e não deixa rastros de bagunça pela casa para que a mulher vá arrumar. 

Eu amo...
aquele que brinca com os filhos, dá banho, coloca para dormir, sabe educar e quando rola no chão com os pequenos faz com que fique difícil identificar quem é o adulto, quem é a criança.

Dia do HOMEM? Então tá...

Um feliz dia para aqueles que, apesar dos inúmeros defeitos que possuem (e quem não os têm?), valorizam e respeitam as mulheres de suas vidas (mães, filhas, irmãs, esposas e amigas). 

Àqueles que se esforçam em decifrar as próprias limitações e seguir eticamente em busca da paz e não da saciação imediata do que pulsa em sua genitália.

O esforço em transmutar as próprias limitações não é tarefa fácil e é perfeitamente aplicável aos universos masculino e feminino. Feliz da MULHER que tem ao seu lado um HOMEM que já despertou, que se esforça em abrir mão do machismo dominador e a enxerga como alguém possível de acender nele o encontro consigo mesmo, de forma a integrar 'animus' e 'anima' em sua essência. 

Feliz da MULHER que já percebeu que, enquanto mãe de HOMEM, precisa transformar o machismo que JAZ dentro de si.

Ana Virgínia Almeida Queiroz
Psicóloga Clínica
CRP: 01-7250

10 de jun. de 2013

Ansiedade a serviço da vida


O Viver é também composto por momentos desgastantes... aqueles em que a cabeça dá mil voltas, o estômago revira e a ansiedade nos cobra uma atitude. Mas não dá para "atirar no escuro"! A ansiedade é força motriz, mas a sabedoria tem que estar em comunhão com ela. A primeira te impulsiona, a segunda auxilia na estruturação para resolução dos desafios de forma a proporcionar crescimento, seja pelo sucesso ou pela fracasso. Se a vitória apresenta-se como resultado, maravilha! Se é a frustração, maravilha também. Nunca vi ninguém crescer do ponto de vista psíquico e emocional sem ter vivido o desalinho entre o desejo e a não satisfação em um momento ou outro na vida. Mas algo é certo. Quanto mais sábios nos tornamos, mais positiva a força motriz, mais resultados geradores de satisfação, menos tirania da angústia e menos reféns nos tornamos dos desafios. 

A propósito, quantos papéis podemos desempenhar na vida além dos de vítima e algoz? Deixe-me ver...


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250

15 de abr. de 2013

Desapego

... tornei-me incapaz quanto à crença sobre a existência de experiências finitas ou engessadas, pois mesmo as passadas voltam, levando-me a pensar que não as quitei em tempo oportuno. O mundo é um círculo, a vida ciclos. Desenvolver o desapego é uma das únicas possibilidades de renovar vivências, amores e desvendar cantos não explorados no meu SER mais inconsciente. Não quero reter pessoas, ideias ou feitos. Finalmente percebo que tudo o que não representa meu EU, corresponde a uma parcela do que de mais importante me conduz a mim mesma e age conforme a minha necessidade e ao meu amadurecimento naquele momento. Pessoas chegam e vão, deixando marcas tão profundas, mas não suficientes para considerá-las responsáveis pelo meu sucesso ou derrota, onde, nada mais sobrará para continuar a caminhada. Quero o fracasso, quero as vitórias e ainda assim, serei capaz de reconhecer a função de cada um que cruzar minha estrada. Muitos têm ficado, outros cumprem com suas missões junto a mim e partem. Gratidão é uma constante em minha existência, e o amor... ahhhhhhhh o amor! Esse é para os que efetivamente constroem templos dentro de mim...

 
Ana Virgínia Almeida Queiroz
Psicóloga Clínica
CRP: 01-750

 

13 de mar. de 2013

Convivendo com um perverso



Nem era tão bonita assim. Sua educação, delicadeza e inteligência eram seu passaporte para conquistas que alimentavam a certeza quanto a sua infalibilidade. Com frequência sentia-se ameaçada por pessoas que desfrutavam de sua convivência há algum tempo e atribuía tal sensação à inveja que delas emanava. Nesses momentos, tornava-se agressiva e irônica, destilando em palavras e gestos sutis e velados toda sua ira, de forma a gerar no outro sentimentos de medo, a inibir a possibilidade de um entendimento.

Sua incapacidade de perceber-se suscetível aos erros fazia com que sempre, em situações como esta, projetasse toda a culpa na outra pessoa, eximindo-se de qualquer responsabilidade e deixando como alternativa de reparação, aceitar seus argumentos e submeter-se a eles. Com o tempo, a repetição dessa dinâmica neutralizava as forças e percepções do outro, destruindo gradativamente a auto estima daqueles que junto a ela permaneciam, apesar de toda a sua insensibilidade...


A perversidade reside em cada um de nós e se manifesta por diversos motivos. É ela que, por exemplo, em alguns momentos aciona mecanismos de defesa em situações nas quais sentimos nossa integridade ameaçada. A raiva por nos percebermos abusados e o desejo de vingança são alguns dos ingredientes que podem nos impulsionar à expressão da maldade que trazemos internamente, revelando, em seguida, sintomas de culpa em decorrência de ações por ela mobilizadas. E por reconhecermos essa faculdade inerente à natureza humana, que surge eventualmente, nos assombramos quando tomamos conhecimento de pessoas que fazem dessa dinâmica perversa sua forma de ser em tempo integral.

Boa parte das pessoas, senão todas, já conviveu ou convive com um perverso. Eles estão em toda parte, nas famílias (relações conjugais e parentais), nas escolas (entre amigos), nas empresas (colegas de trabalho e chefias) e no âmbito social. Extremamente sedutores, utilizam da inteligência e da perspicácia no que concerne às limitações do outro para iniciarem um processo definido como enredamento, por intermédio do qual sondam as fragilidades da vítima, iniciam um trabalho que favorece uma cegueira no outro quanto aos riscos que estão por vir na relação em desenvolvimento.

Os perversos narcísicos, assim definidos pelo DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV), não enxergam o outro como pessoa, mas como objeto que existe para satisfazê-los, projetando nele conflitos íntimos que não podem assumir pela sua incapacidade de se perceberem falíveis. Megalomaníacos, possuem um senso grandioso sobre a própria importância e acreditam ser especiais, o que reforça a necessidade de serem constantemente admirados, a manifestação de comportamentos arrogantes e a inexistência de empatia.

Conviver com um perverso gera sentimentos infindáveis de culpa, inadequação, impotência e abandono, além de quadros severos de ansiedade e de depressão. É às custas de uma grande tensão interior que a vítima consegue acalmar seu algoz nas ocasiões em que se apresenta nervoso, que mascara o descontentamento com a relação e que se esforça para não reagir. O organismo vive em constante estado de alerta, liberando hormônios que depreciam o sistema imunológico e modificam os neurotransmissores cerebrais.

A longo prazo, a persistência de taxas hormonais elevadas gera distúrbios que se instalam cronicamente como: palpitações, sensações de opressão, falta de ar, fadiga, perturbações do sono e digestivas, nervosismo, irritabilidade, dores de cabeça e abdominais, úlceras de estômago, doenças cardiovasculares e de pele, perda ou ganho de peso e, ainda, enfraquecimento.

As estratégias básicas que norteiam um comportamento perverso, passada a fase do enredamento, são padrões agressivos nos quais pode-se notar o uso dos recursos da mentira, da linguagem paradoxal, da desqualificação, da recusa ao diálogo, todas elas como forma de confundir a vítima sobre a mensagem dada pelo agressor e a recebida por aquela, o que favorece a manutenção da manipulação e do controle na relação.

Como irritar um perverso? Mostre que percebe seu jogo. É tentador imaginar-se virando o tabuleiro, deixando fluir a própria natureza perversa, mas é importante saber que normalmente o perverso não perde uma guerra. Travar uma batalha psíquica com alguém com essa natureza promove um desgaste físico e emocional tão intenso quanto manter-se inerte. O recomendável é evitar a sedução do jogo e proteger-se, buscando ajuda psicológica para que seja possível descobrir sentimentos e necessidades que promovem a vinculação a ele e o fortalecimento para libertar-se da relação ou o aprendizado necessário para lidar com ela. E neste campo, não há espaço para ilusões! Um perverso dificilmente muda seu padrão comportamental!

Marie-France elucida que, diferentemente de um masoquista, a vítima de um perverso não aprecia o sofrimento, mas simplesmente não consegue se libertar sozinha. Ela faz menção aos esclarecimentos de Alice Miller sobre os danos de uma educação repressora, como forma de retirar da criança defesas naturais vinculadas à expressão de desagrado ou de indignação por atitudes dos adultos. A autora ainda revela que a longo prazo,  essa conduta dos pais mina a autenticidade e atrofia a auto estima, criando futuros adultos incapazes de dizer não e, portanto, mais vulneráveis às ações perversas. 

Quando o insucesso de uma relação entre um perverso e uma vítima começa a ficar explícito, a sociedade e a família, de um modo geral, creditam à vítima a incapacidade de cessar o tormento – “Ela não sai desse casamento porque gosta de sofrer!”. Esse julgamento baseado em percepções superficiais também se dá em função da violência infligida ser de natureza “limpa”, não deixando vestígios. Nesse momento, o perverso se utiliza de outra arma, a vitimização. E não poupará esforços e inteligência para reverter o quadro, fazendo com que a vítima, próxima de seu limite, torne-se agressiva, pareça ingrata e até mesmo enlouqueça. Para aqueles que desconhecem a verdade entre quatro paredes, a versão explícita é a verdadeira.

Não raro, chegam aos consultórios de Psicologia, mulheres casadas e profissionais que sofrem ou sofreram a perseguição de um perverso. Quando buscam o tratamento psicológico e/ou psiquiátrico encontram-se em estados depressivos severos com quadros de esgotamento intenso ligado a um excesso de estresse. Sentem-se exauridos, sem energia e apresentam dificuldade para pensar ou se concentrar, mesmo em atividades corriqueiras. Alguns apresentam ideias suicidas e outros tentam efetivamente o ato extremo, o que para o perverso reforça a imagem de impotência e incompetência da vítima, facilitando com que comprove o estado perturbado e louco do outro e se fortaleça como algoz, todo-poderoso, com rigor moral e sabedoria.

Ana Virgínia Almeida Queiroz
Psicóloga Clínica
CRP: 01-7250

Suporte Bibliográfico:
 - Livre de ansiedade – Robert L. Leahy / 2011;
- A parte obscura de nós mesmos - Elisabeth Roudinesco / 2007
- Perversão - As engrenagens da violência sexual infantojuvenil - Cassandra Pereira França (org.) / 2010
- Mentes perigosas - O psicopata mora ao lado - Ana Beatriz Barbosa Silva / 2008
- Assédio Moral - A violência perversa no cotidiano - Marie-France Hirigoyen / 2011
- O drama da criança bem dotada - Alice Miller / 1997


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