O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

14 de ago. de 2013

O Lado Obscuro de cada um de Nós - Carl Gustav Jung

"Passou no seu casamento por aquilo que é quase um facto universal - os indivíduos são diferentes uns dos outros. Basicamente, constituem um para o outro um enigma indecifrável. Nunca existe acordo total. Se cometeu algum erro, esse erro consistiu em ter-se esforçado demasiadamente por compreender totalmente a sua mulher e por não ter contado com o facto de, no fundo, as pessoas não quererem saber que segredos estão adormecidos na sua alma. ...
Quando nos esforçamos demasiado por penetrar noutra pessoa, descobrimos que a impelimos para uma posição defensiva e que ela cria resistências porque, nos nossos esforços para penetrar e compreender, ela sente-se forçada a examinar aquelas coisas em si mesma que não desejava examinar. Toda a gente tem o seu lado obscuro que - desde que tudo corra bem - é preferível não conhecer.
Mas isto não é erro seu. É uma verdade humana universal que é indubitavelmente verdadeira, mesmo que haja imensas pessoas que lhe garantam desejar saber tudo delas próprias. É muito provável que a sua mulher tivesse muitos pensamentos e sentimentos que a tornassem desconfortável e que ela desejava ocultar de si mesma. Isto é simplesmente humano. É também por este motivo que tantas pessoas idosas se refugiam na própria solidão, onde não serão incomodadas. E é sempre sobre coisas de que elas não desejariam estar muito cientes. O senhor não é, obviamente, responsável pela existência destes conteúdos psíquicos. Se, apesar disto, ainda for atormentado por sentimentos de culpa, reflicta então sobre os pecados que não cometeu e que gostaria de ter cometido. Isto poderá eventualmente curá-lo dos seus sentimentos de culpa relativamente à sua mulher."

Carl Jung, in 'Cartas'


Reflexões dos leitores das Drágeas Psicológicas - via facebook:

"Que parte do espelho não quero ver? Minha esposa é meu espelho e eu o dela, queiramos ou não... Há uma cumplicidade mais completa quando existe um mínimo de liberdade no expressar tanto o que agrada quanto o que desagrada. Este último é campo minado na cognição humana, pisa-lo sem saber lidar com as explosões, ou o que seria melhor, evitá-las pelo mútuo acordo e prévio anúncio, é habilidade de poucos. "Torne o erro fácil de ser corrigido" disse um autor que hoje seria considerado "autoajuda" no sentido depreciativo embora quando escreveu isso o termo nem existisse nem essa, muitas vezes, ácida e elitista classificação também. Trata-se de Dale Carnegie, no livro "Como fazer amigos e influenciar pessoas" que eu considero um tratado prático do relacionamento humano. Assim as diferenças serão aceitas como parte de cada um e aquelas que forem espinhos para o outro, provavelmente será muito interessante que o portador de tais espetos veja que será muito bom para si, também, retirá-los. Nada fácil o exercício mas há um tempero que rege o processo, quando de sucesso: a vontade de viver. E isso inclui querer momentos felizes mais frequentes e o cultivar do hábito delicioso de se ver construindo mais sorrisos a cada dia...O que me impulsiona quando preciso superar um viés, particularmente confidencio, é o prazer de vê-la feliz ou a tristeza de não tê-lo feito."
 
Antônio Bedran
 
 
"Interessante o pensamento de que os idosos gostam de viver em sua solidão para "impedir" outros de entrarem em seus mundos e serem vistos como são, ou serem confrontados consigo mesmos. A fragilidade humana está no fato de que quanto mais o outro nos conhece, mais vulneráveis estamos de nós mesmos. É mais fácil a superficialidade dos atos do que a profundeza de suas consequencias. E voltamos a um assunto há muito abordado e que fecha um ciclo a respeito. Muitos são aqueles insatisfeitos com suas relações e que entram em depressão por não conseguirem achar alguém que possa corresponder seus sentimentos e, no entanto, será que estão à procura disso mesmo? Ser superficial é mais fácil de ser enfrentado porque não precisamos encarar medos e vulnerabilidades. Para ser profundo não basta somente uma troca de sentimentos mas a busca por um abismo que muitos não conseguem chegar, não por não quererem, mas talvez pela falta de preparo e pela solidão que muitos preferem viver...."
 
Caroline Kitayama


"Quando nos esforçamos demasiado por penetrar noutra pessoa, descobrimos que a impelimos para uma posição defensiva e que ela cria resistências porque, nos nossos esforços para penetrar e compreender, ela sente-se forçada a examinar aquelas coisas em si mesma que não desejava examinar." Especialmente esse trecho considerei especial. A reflexão de Carl Jung serve não somente a casais, mas aos indivíduos, as pessoas estão atualmente mais distantes e quando se aproximam geralmente nos lançam suas "verdades absolutas". Esquecemo-nos que fazemos parte de um Todo, mas ainda possuimos a individualidade que é tão especial quanto as digitais Divinas o são, respeitar o outro mesmo desejando conhecê-lo melhor, é ir devagar, lembrando sempre que o termo Eu Sou, é mais profundo que as superficialidades da vida viciada no externo, é olhar mais para dentro, mesmo sem querer ver, enfrentar as próprias sombras, pois só assim conheceremos melhor a natureza humana e teremos como nos aproximar mais do outro. Excelente texto!"

Paula Nobre
 
 
"[Sobre o insight de Caroline Kitayama] - Talvez a linguagem dificulte também... Quando a aspiração é por elevação e não por "profundidade" quem sabe o esforço da subida ou o "sofrer" do caminhar íngreme não seja relativisado pela expectativa da vista mais ampla, da consecução em si? Há um Guardião no Umbral, diziam os Antigos. Em seu simbolismo, triado por milênios nas associações e arquétipos ao que o Homem vai tendo acesso e/ou construindo eles pareciam dizer: "cuida de teu mental, atrelado demais ao sensório pois ELE é o verdadeiro inimigo que "guarda" o Portal cujo traspasse o ameaça."

Antônio Bedran
 
 
 
"Bonitinho, mas não sei se concordo com tudo. Ultimamente tenho preferido a solidão, mas não por defesa contra que os outros podem despertar em mim e eu não queria ver, é pra não ter que aguentar gente burra mesmo, rsss, limitada pelos condicionamentos padrão do sistema, incapazes de enxergar em si um potencial Divino e ilimitado. Na verdade sinto é que eu tenho incomodado e como quero viver na minha paz, prefiro me afastar pra não bater de frente, isso gera muito desgaste. É preciso cuidado ao se comprar integralmente uma idéia, ainda que ela tenha sido dita por alguém genial. De olho em nós, nas nossas sombras e na dos outros também, rssss. Já dizia Jesus:ORAI E VIGIAI!"
 
Mônica Bonates Feijó

 
"Esse final matou, hein?! Quem muito culpa os outros é porque não cometeu pecados o suficiente..."
 
Cibele Kamchen

11 de ago. de 2013

Reflexão para o dia dos pais...

ENCONTRE A FORÇA DENTRO DE VOCÊ!

O melhor dia dos pais é aquele em que finalmente podemos olhar adiante, libertos das exigências acerca do amor incondicional, cientes do nosso papel enquanto criaturas independentes emocionalmente, gratos pelas figuras que preencheram a ausência paterna durante nosso desenvolvimento psicoafetivo, felizes pela conquista do perdão, satisfeitos com o que nos tornamos, crentes de que conseguimos proporcionar à nova geração aquilo que não tivemos.
 
Feliz dia AOS pais, mas também às mulheres sem os maridos e aos órfãos (inclusive de pais vivos).

Também a ausência de figura tão singular nos encaminha!
Abramos os olhos para os presentes que a vida nos dá!

"Gracias" pela vida Pai!
 
Ana Virgínia

5 de ago. de 2013

Dance!

Eu poderia deixar o tempo correr, enterrando a dor de forma irreversível, mas eu não suportaria!
Eu poderia sorrir descontroladamente, camuflando o ódio, o ciúme, a inveja, mas eu não quero!
Eu poderia fingir a paz que não tenho só para parecer bem resolvida, mas eu não sei fazer isso!
Eu poderia mentir a vaidade, negar a luxúria, escamotear o orgulho, mas acho isso injusto comigo mesma!
Então só me resta a autenticidade, a convicção das minhas mazelas, o chafurdar no melhor e no pior da minha essência e libertar-me do que me acorrenta, ligando-me a qualquer coisa como o "coisa alguma"!

Ana Virgínia Almeida Queiroz 

Olho

O mapa das dores, dos amores, dos temores e das doenças. Palco de luzes e de sombras... um caminho de histórias... um livro sem desfecho!

Ana Virgínia em... olho meu!

PARA OS CASAIS QUE LUTAM PELOS SEUS CASAMENTOS!


Não raro ouço atentamente o lamento de amigos (as) que percebem o casamento naufragando. Sempre digo a mesma coisa: incremente nos programas a dois, na relação sexual. Pai e mãe têm o direito de namorar, de conversar sozinhos, de inovar, de explorar juntos novas fontes de prazer - inclusive a sexual. 

Inúmeros se queixam que ao se tornarem pai e mãe, deixaram de ver seus parceiros como homem e mulher - viraram amigos. E o desejo? O amor? Não é o casamento que destrói uma relação. É o comodismo, a dificuldade de delegar, de ceder e "se jogar". 
Sejamos teimosos!

O texto a seguir traduz tudo o que "grita" dentro dos casais...
Muito bom!

Boa leitura e bons resgates!
Ana Virgínia

19 de jul. de 2013

Expansão e amor



E que nada seja mais forte que a vontade de expandir e de amar. Que uma união jamais cerceie a criatividade. Que ninguém promova a cegueira de uma outra pessoa impedindo-a de perceber a beleza além do vínculo. Ampliar a capacidade amorosa, desvendar novos mundos e explorar novos universos podem sim, guardar uma relação direta com a fidelidade e com a lealdade. Amizade não é traição. Casamento não é contrato de exclusividade. Conhecer pessoas não é promiscuidade. Rapaz, "deixa a menina sambar em paz" e ela estará para sempre ao seu lado. Moça, permita-se e descubra o que há em você além da força e status que seu companheiro lhe proporciona. Assim, conhecerão a verdadeira diferença entre uma relação afetuosa e uma dependência emocional.

Ana Virgínia Almeida Queiroz

15 de jul. de 2013

Uma reflexão para o dia do HOMEM

Dia do HOMEM?

Eu acho interessante... 
homens que têm uma estranha mania de acreditar que não são percebidos em suas fragilidades, seus medos e suas malandragens.
São divertidos quanto às suas estratégias sedutoras, à ingenuidade ao subestimar a inteligência feminina e a capacidade de identificar quando articulam jogos emocionais, tentando desestabilizar a mulher com sumiços provocadores de ansiedade. 
Isso é engraçado e pode ser um "tiro no pé"! A mulher pode vir a se sentir bem maior quando agem assim.
É hilário quando se tornam incoerentes, ora se mostrando de um jeito, ora de outro, quando se "embananam" porque na verdade não sabem como agir diante do mistério feminino ou da retidão e da fidelidade que a mulher conseguiu desenvolver com os próprios princípios.
É curioso vislumbrar como parte deles não consegue reconhecer que as mulheres são diferentes no que concerne às necessidades afetivas e às motivações para mantê-los por perto.

Eu aprecio...
Homens inteligentes, que escrevem bem, articulam bem as palavras ao conversar, olham nos olhos e sorriem facilmente. Que reconhecem um lapso e pedem desculpas. Homens sensíveis, elegantes e íntegros.

Eu admiro...
o que acorda cedo para cuidar da saúde, levanta a tampa do vaso sanitário, lava as cuecas no chuveiro e não deixa rastros de bagunça pela casa para que a mulher vá arrumar. 

Eu amo...
aquele que brinca com os filhos, dá banho, coloca para dormir, sabe educar e quando rola no chão com os pequenos faz com que fique difícil identificar quem é o adulto, quem é a criança.

Dia do HOMEM? Então tá...

Um feliz dia para aqueles que, apesar dos inúmeros defeitos que possuem (e quem não os têm?), valorizam e respeitam as mulheres de suas vidas (mães, filhas, irmãs, esposas e amigas). 

Àqueles que se esforçam em decifrar as próprias limitações e seguir eticamente em busca da paz e não da saciação imediata do que pulsa em sua genitália.

O esforço em transmutar as próprias limitações não é tarefa fácil e é perfeitamente aplicável aos universos masculino e feminino. Feliz da MULHER que tem ao seu lado um HOMEM que já despertou, que se esforça em abrir mão do machismo dominador e a enxerga como alguém possível de acender nele o encontro consigo mesmo, de forma a integrar 'animus' e 'anima' em sua essência. 

Feliz da MULHER que já percebeu que, enquanto mãe de HOMEM, precisa transformar o machismo que JAZ dentro de si.

Ana Virgínia Almeida Queiroz
Psicóloga Clínica
CRP: 01-7250

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