O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

24 de nov. de 2014

Solitude

Solitude é muita coisa diferente de solidão...

É o impacto dos pés passo a passo, gerando vibração corporal consciente.

Vontade de possuir tentáculos para registrar, na velocidade da luz, essa consciência que abrange sabores e odores, alegrias e temores....


É pé enraizado e cabeça no céu.

Relacionar-se com um outro inteiro que, sozinho, também desenha uma trajetória em busca de templos internos.

É não caminhar em vão, mas paradoxalmente, permitir-se viver no silêncio, livre da tirania das horas, leve, presente.

Respirar dores e seus fechamentos, abrindo espaço para o ramo que brota e deseja desenvolver-se.

Solitude é captar semblantes, sensações, paisagens e retê-los em notas musicais ou em perfumadas letras.

É corpo inserido no espaço e casa de alma feliz ... porque pode expandir, não se encerrando na matéria.

Um organismo que protege uma essência e só. Não a limita, não a oprime.

É a certeza do outro em sua existência sem possuir.

O abraço como aconchego em amor despretensioso.

Dormir sozinho e acordar acompanhado de sonhos em formato de projeto.

Ir e vir, parar quando deseja e não ser menos amoroso ou educado por ser livre.

É o olhar contemplativo para aquele que habita em parte do nosso tempo.

O "não" afetuoso e o "sim" porque sim.

Solitude... amor diário por si mesmo e não menos solidário...

Ana Virgínia Almeida Queiroz
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"Saudações a quem tem coragem..."

Saudações aos que permanecem no prazer...

de sorrir,
das sensações deixadas pelo vento ao desalinhar os cabelos,
do frio gelando as maças do rosto,...

da caminhada em busca da poesia,
da saída de zona de conforto,
da crença em si mesmo,
de amores e amores e mais amores,
do olhar fitando o horizonte,
da boa nova manifesta nas artes,
da capacidade de sentir o outro,
da gula existencial,
da percepção das bolinhas de arrepio ao tomar bebida quente em dias frios,
sexual em comunhão com amor,
de olhos nos olhos e nada mais precisa ser dito,
da fixação nas pessoas e não nas coisas,
de ser, se permitir, criar e recriar,
de reciclar emoções,
de morrer e renascer,
do desapego,
do regresso,
do abraço,
do abraço com beijo,
do cheiro de café...

Felicidade é fácil!
Simples!

Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Sobre uma derrota na Copa de 2014

Entre um café, um chá e um chocolate quentes arrepiando uma alma cheia de frio...

Bom dia com: Você sabe perder?
Porque eu ainda estou aprendendo....
Aprendendendo a lidar com pequenas e grandes frustrações e encontrar recursos internos que me aproximem da certeza quanto à força vital que me inclina a caminhar para frente e sempre.

Aprendendo com as despedidas necessárias e involuntárias, revolvendo carências e resfriando parte da euforia para que então a reflexão aconteça.

Aprendendo que parte dos referenciais apreendidos durante algumas décadas, não me levarão à parte alguma a não ser a velhos e demolidos espaços internos.

Que o medo do desamor auxilia a conexão com necessidades superficiais, cegando-me a contemplação do belo... também expresso em dias frios.

E que muito embora corações se unam em momentos diversos, a caminhada é sempre solitária. É preciso compreender e aceitar isso para que amar não se torne um fardo, um boleto de cobrança...

Estar consciente sobre o controle que não nos cabe... esse que sempre vai ao encontro com anseios do ego, é o primeiro passo para a autorizar a fluidez da alma em manifestações plenas de amor.

Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Benefícios da dúvida

E a dúvida nos promove reflexão, contato com nossos anseios, alinho de expectativas, mensuração de limitações próprias e alheias, compreensão das diferenças, aceitação e amor.




 Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Possibilidade deixa saudade

E há quem ignore que possibilidade é mais saudade do que história vivida, esgotada, sacramentada...



Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Educação social

Bom dia com: enquanto você troca ofensas com seu opositor, tem criança te observando e não é isso que forma um cidadão consciente no ato de votar.

Sou nordestina. Filha de educadores, neta de militar. Cresci em família "PTista" e ouvindo os dois lados sobre a ditadura. No final do ensino médio, meu programa favorito era Anos Rebeldes, participei do movimento "cara pintada" e embora minha família
tivesse boas condições financeiras, estudei todo o segundo grau em escola pública. Meu voto sempre foi para o PT, indiscutivelmente e, por muito tempo, fui até agressiva. Lamentei quando Tancredo Neves morreu (a comoção social pela perda, me invadiu em razão da sensibilidade exarcebada), quando Lula perdeu para o Collor (e eu nem votava ainda) e Cristóvão Buarque perdeu para o Roriz. 

 Nas eleições de 2014 me senti profundamente desanimada. Acompanhei diariamente postagens de amigos que considero íntegros e esclarecidos e com opções diferentes para presidência, com o intuito de fazer uma escolha que me deixasse feliz pelo cumprimento do meu papel como cidadã nada aconteceu neste peito, nem mesmo a convicção que por anos permaneceu intacta.

 Eu, apaixonada pela vida que sou, esmoreci, morri, percebi-me sem esperanças. Fora de mim, uma criança linda de apenas 10 anos de idade, vibrava com as eleições. Eu me enxerguei nela na época do movimento "DIRETAS JÁ". Meus olhos brilharam, mas o peito continuou mudo. 

Por vários dias vinha até mim mostrar reportagens, fazer perguntas e eu, quase morta para o assunto, tentava extrair forças para não lhe apagar a vontade de exercer sua cidadania mesmo que ainda limitada.
"Em quem você irá votar mamãe?"
"Ainda não decidi minha filha!"

 Sua empolgação aumentava quando eu lhe respondia isso. Era a abertura que percebia para me convencer sobre o candidato escolhido por seu pai. E eu apreciei ouvir cada um dos seus puros argumentos. Vez ou outra, ela fazia algum comentário menos nobre sobre o candidato não escolhido e eu sempre ponderava sobre a importância do respeito pelo ser humano, independente de suas escolhas ou atos. 

Ontem, tomamos banho, jantamos e nos deitamos na cama para acompanhar o andamento das apurações. Sua reação ao ouvir o resultado era como a de uma pessoa que assiste uma partida de futebol (e vou me reservar ao direito de não dizer se triste ou feliz para não delatar sua escolha). E mais uma vez, tive que chamá-la à lucidez. "Quando se vence não se humilha quem perdeu. Quando se perde, não se desmerece o menos favorecido. Sua tarefa de amanhã? Pesquisar sobre o significado das palavras democracia e empatia e, perceber suas manifestações nos ambientes os quais você está inserida."

Penso que seja este, um dos melhores caminhos para a construção de um país digno e justo. Olharmos para nossas crianças e cumprirmos com o nosso papel na formação emocional dos nossos pequeninos. "A competição é tão fundamental quanto a capacidade em lidar com a frustração. A felicidade pela vitória é tão valiosa quanto o respeito pelo ser humano."
 
Fui dormir muito mexida... sem convicção, sem angustia, sem alegria... indiferente. Isso sim é triste! 

Meu desejo para os próximos quatro anos?

Que eu tenha discernimento na condução dessas almas que o universo a mim confiou, despertando em suas consciências e corações o respeito pela humanidade. É o que percebo faltar em excesso (soou interessante isso) em boa parte do nosso planeta azulzinho e o aspecto que mais me preocupa ao lidar com a formação dos meus pequeninos... essa observância diária, diz mais sobre minha cidadania do que apertar os botões de uma urna a cada quatro anos.

Obs.: esse clima competitivo mexe com qualquer pessoa, independente da idade. Penso que são momentos ricos, onde mostramos, sem perceber, nossas fragilidades enquanto seres humanos (egoístas, radicais, intolerantes e audaciosos). Nosso papel é a manutenção do equilíbrio e neutralidade ao lidarmos com as emoções exacerbadas dos nossos filhos. Essas reações em parte mostram onde precisam de mais atenção, em outra parte é o resultado dessa energia poderosa social que invade nossos lares pelas redes e televisão.

Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Sobre relações extraconjugais

 
As relações extraconjugais em minha percepção, não tem outra finalidade a não ser a manutenção do matrimônio (doente ou de fachada).
São três pessoas ou mais, que se encontram pela metade, buscando uns nos outros a solução para seus vazios existenciais. De nada contribuem para o crescimento de ninguém, de nada resolvem conflitos.
Servem como paliativos ilusórios para manter relações baseadas em ...
projetos que atendem necessidades sociais e não do SER...
Se desejamos o amor, então que o busquemos dentro de nós mesmos, sendo sinceros e verdadeiramente corajosos ao admitir que o afeto que ainda existe pelo outro mudou e que o mesmo não mais pode vestir a roupagem de cônjuge.
Sejamos francos, felizes e livres para escolher a reedição de nossa trajetória afetiva a vivermos enclausurados na solidão a dois. Só assim não sufocaremos o outro com a nossa própria frustração em não podermos SER. 

Ana Virgínia Almeida Queiroz
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Por Doris Lessing

"... nos triângulos desamorosos, quando a pessoa tem a sensacão de não pertencer ao mundo do parceiro, bate em retirada se tiver boa auto-estima! Logo, irá buscar o seu lugar afetivo longe dali, sem exigências, sem “indenizações”. Se, ao contrário, for ressentida e invejosa tentará destruir o parceiro, o grupo, os filhos… não importam as feridas, os golpes, ainda que na própria pele. Lessing demonstra, com lucidez, estas duas escolhas..."

Vale a leitura.

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