O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

6 de mar. de 2014

E o que você fez?

Sim. Praticamente a última semana do ano. E o que você fez? Perguntaria a cantora Simone. 

Entre amigos muitos lamentos sobre 2013 ter sido um ano difícil. Entre os místicos a explicação gira em torno de uma transição planetária que interferiu radicalmente na vida de inúmeras pessoas. Quem sofre esse efeito agora, abranda seus impactos lá na frente. Será?

A grande questão é. Ninguém está imune à
transformação. A qualquer momento somos impelidos a prestar contas, a responder sobre nossas escolhas.

Qual o segredo para sofrer menos? Não faço a mínima ideia, para cada pessoa há um caminho. A única certeza que tenho é a de que mudar gera dor, momentânea ou duradoura, deixo a gosto do cliente.

A minha escolha para 2014? A mesma de 2013 e de todos os anos vividos até aqui. Observa-me! Sentir o toque íntimo, em essência, e permanecer centrada apesar das surpresas que possam atritar com as expectativas.

Viver! Só isso!

E se isso não for o bastante, tendo realmente a recorrer ao lamento.

Viver dá trabalho e por essa razão deve ser leve, doce, liberto de preconceitos, frases prontas, mas principalmente de medos exagerados e incompreendidos.

Viver exige que façamos escolhas, muitas delas. Quem não as faz ou não sente necessidade ou não tem coragem. Melhor que não haja vontade, porque o receio de seguir por caminhos que possibilitam a mudança é no mínimo um desperdício de vitalidade.

A vida exige revisão de conceitos, posicionamento e fé. Quem não tem fé, não se questiona, não se posiciona, não muda.

"Então é Natal! E o que você fez?" Cansou de ouvir essa música? Mas é o que há!

Boa semana a todos!
 
Ana Virgínia - 22 de dezembro de 2013

Independência emocional

Constantemente sou questionada sobre ser auto suficiente. A sensação que fica é a de uma tentativa de desqualificar minha caminhada. Natural, mas nada real.

Nunca tive medo de viver sozinha, mas já temi o que viria junto à solidão. Consciência de que dias melhores viriam, sempre tive.
 
O receio era o turbilhão, o calor dos acontecimentos que me fariam, invariavelmente lidar com o desconhecido, antes de encontrar novamente a calmaria da solitude. 

 
Essa forma de perceber a vida incomoda algumas pessoas. Uma parte desenvolve um sentimento de insuficiência junto a mim e vai embora, uma outra considera isso admirável e tenta me sufocar, na tentativa de saber como é que isso funciona.

 Mas ainda tem um outro grupo de pessoas que em comunhão com minha caminhada, compreende a profundidade dessa opção e consegue caminhar junto sem invasão ou abandono. São pessoas que, como eu, buscam não a auto suficiência, mas a lealdade afinada consigo mesmas. Nós não nos traimos!

 Então... respondendo... Não. Eu não sou auto suficiente. Eu sou segura do que necessito e quero para minha jornada. AMO quando encontro pessoas que sintonizam comigo nessa vibração, sentindo-me presenteada pelo universo. Aqui, as relações são mais verdadeiras e amorosas. As trocas existem e valores são agregados.

Acho triste quando ainda me deparo com pessoas que necessitam de outra para fingirem felicidade, driblando o vazio de si mesmas, mas respeito - cada um tem seu tempo para despertar.

 Uma relação para ser saudável, necessita de pessoas inteiras, que vivam "sozinhas" e que saibam se reconhecer no calor de um olhar, acolher na leveza de um sorriso e captar a grandeza da alma que pousa ao seu lado.

Um excelente final de semana para quem saber agregar, amando!
 
Ana Virgínia - 20 de dezembro 2013

A dor como caminho

Existem muitas formas de lidar com a dor...

Quando ouço a campainha tocar, levanto-me do sofá e mesmo pesarosa caminho em direção à porta. Fito o olho mágico e a vejo disforme do lado de fora pela lente distorcida que abriu um vão, ilusoriamente protegido, na tensa estrutura de madeira maciça. Giro a chave lentamente na tentativa de ganhar alguns segundos antes de encará-la.
 
Convido-a para entrar, respiro profundamente e fecho os olhos para melhor sorver seu recado. E resigno-me diante daquela força que, paradoxalmente vem me confrontar. 

A alegria é a etapa seguinte e possível apenas quando acolhemos a "inesperada" visita.

Eu poderia fingir não ter ouvido o chamado do lado de fora, corrido para outro cômodo da casa, usado outros moradores para driblar minha percepção, ligado o chuveiro na tentativa de lavar minhas sombras e apreciá-las escoarem pelo ralo, mas eu preferi abrir a porta a encontrar em qualquer subterfúgio o analgésico para minhas feridas. Só assim, não incorro no risco de também dar a ele, o louvor da minha vitória sobre mim mesma...

Bom dia!
 
Ana Virgínia - 17 de dezembro de 2013

O estado de permanência

Quando a vida clama por mudança dois caminhos são possíveis: estagnar em um canto da sala ou meter o pé na porta e invadir o cômodo ao lado.

Encolhidos, garantimos a PERMANÊNCIA em zona confortável onde a rotina habitual favorece alguma se
gurança e talvez, poucas alegrias.

A outra opção gera, em um primeiro momento, um outro tipo de "zona", nada confortável. Um rebuliço interno nos deixa completamente sem chão a tatear no escuro e com a sensação nítida de perda de quase todos os referenciais.

Gosto de comparar esse processo ao da esquizofrenia, onde tudo se parte, mas que, diferentemente da patologia, tende à integralidade em um momento adiante. É preciso paciência e aceitação. Acolhimento de si e até mesmo choro livre e compreendido.

Ninguém poderá viver isso por outra pessoa. Cada processo é único e intransferível. A caminhada rumo à maturidade é longa e solitária, mas no meio da estrada é possível sim, encontramos pessoas no mesmo estágio de crescimento, capazes de nos ofertar a mão.
Um outro ponto aqui é fundamental ser citado. Cada momento de transformação individual exige o exercício do desapego, pois várias pessoas ficarão paralisadas no meio do caminho e por mais que as amemos, o nosso processo não nos deixa parar e nem seria justo.

A PERMANÊNCIA nesse momento tem outro significado. O de SER permanente no amor, independente das tempestades, dos desafios. Passados os momentos mais intensos, onde o chamado interno nos coloca de frente com o que quer que queiramos esconder de nós mesmos, tudo se reacomoda e, surpreendentemente nos tornamos fortes novamente e começamos um novo preparo para mudanças futuras. Somos quase os mesmos de antes, só que mais inteiros, mais humanos, mais maduros e o mais fantástico nesse novo SER que desponta é a capacidade de compreender e amar que se expande junto com sua alma.

Obrigada universo pelo dom da vida!
Boa noite!

Ana Virgínia - 10 de dezembro de 2013



Há de se cuidar da amizade e do amor

 
A amizade e o amor constituem as relações maiores e mais realizadores que o ser humano, homem e mulher, pode  experimentar e desfrutar. Mesmo o místico mais ardente só consegue uma fusão com a divindade através do caminho do amor. No dizer de São João da Cruz, trata-se da experiência da “a amada(a alma) no Amado transformada”.

Há vasta literatura sobre estas duas experiências de base. Aqui restringimo-nos ao mínimo. A amizade é aquela relação que nasce de uma ignota afinidade, de uma simpatia de todo inexplicável, de uma proximidade afetuosa para com a outra pessoa. Entre os amigos e amigas se cria uma como que comunidade de destino. A amizade vive do desinteresse, da confiança e da lealdade. A amizade possui raízes tão profundas que, mesmo passados muitos anos, ao reencontrarem-se os amigos e amigas, os tempos se anulam e se reatam os laços e até  se recordam da última conversa havida há muito tempo.
 
Cuidar da amizade é preocupar-se com a vida, as penas e as alegrias do amigo e da amiga. É oferecer-lhe um ombro quando a vulnerabilidade o visita e o desconsolo lhe oculta as estrelas-guias. É no sofrimento e no fracasso existencial, profissional ou amoroso que se comprovam os verdadeiros amigos e amigas. Eles são como uma torre fortíssima que defende  o frágil castelo de nossas vidas peregrinas.
 
A relação mais profunda é a experiência do amor. Ela  traz as mais felizes realizações ou as mais dolorosas frustrações. Nada é mais misterioso do que o amor. Ele vive do encontro entre duas pessoas que um dia cruzarem seus caminhos, se descobriram no olhar e na presença e viram nascer um sentimento de enamoramento, de atração, de vontade de estar junto até resolverem fundir as vidas, unir os destinos, compartir as fragilidades e as benquerenças da vida. Nada é comparável à felicidade de amar e de ser amado.  E nada  há de mais desalodor, nas palavras do poeta Ferreira Gullar, do que não poder dar amor a quem se ama.
 
Todos esses  valores, por serem os mais preciosos, são também os mais frágeis  porque  mais expostos às contradições da humana existência.
 
Cada qual é portador de luz e de sombras, de histórias familiares e pessoais diferentes, cujas raízes alcançam arquétipos ancestrais, marcados por experiêncis bem sucedidas ou trágicas que deixaram marcas na memória genética de cada um.
 
O amor é uma arte combinatória de todos estes fatores, feita com sutileza que demanda capacidade de compreensão, de renúncia, de paciência e de perdão e, ao mesmo tempo, comporta o desfrute  comum do encontro amoroso, da intimidade sexual, da entrega confiante de um ao outro. A experiência do amor serviu de base para entendermos a natureza de Deus: Ele é amor essencial e incondicional.
 
Mas o amor sozinho não  basta. Por isso São Paulo em seu famoso hino ao amor, elenca os acólitos do amor sem os quais ele não consegue subsistir e irradiar. O amor tem que ser paciente, benigno, não ser ciumento, nem gabar-se, nem ensoberbecer-se, não procurar seus interesses, não se ressentir do mal…o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta…o amor nunca se acaba(1Cor 13, 4-7). Cuidar destes acompanhates do amor é fornecer o húmus necessário para que o amor seja sempre vivo e não morra pela indiferença. O que se opõe ao amor não é o ódio mas a indiferença.
 
Quanto mais alguém é capaz de uma entrega total, maior e mais forte é o amor. Tal entrega supõe extrema coragem, uma experiência de morte pois não retém nada para si e mergulha totalmente no outro. O homem possui especial dificuldade para esta atitude extrema, talvez pela herança de machismo, patriarcalismo e racionalismo de séculos que carrega dentro de si e que lhe  limita a capacidade desta  confiança extrema.
A mulher é mais radical: vai até o extremo da entrega no amor, sem resto e sem retenção. Por isso seu amor é mais pleno e realizador e, quando se frustra, a vida revela contornos de tragédia e de um vazio abissal.
 
O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura.  A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela.
 
Tais “banalidades” tem um peso maior que a mais preciosa jóia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive  sem um aura de enternecimento, de afeto e de cuidado.
 
Amor e cuidado formam um casal inseparável. Se houver um divórcio entre eles, ou um ou outro morre de solidão. O amor e o  cuidado constituem uma arte. Tudo o que cuidamos também amamos. E tudo o que amamos também cuidamos.
 
Tudo o que vive tem que ser alimentado e sustentado. O mesmo  vale para o amor e para o cuidado. O amor e  o cuidado se alimentam da afetuosa preocupação de um para com o outro. A dor e a alegria de um é a alegria e a dor do outro.
 
Para fortalecer a fragilidade natural do amor precisamos de Alguém maior, suave e amoroso, a quem sempre podemos invocar. Daí a importância dos que se amam, de reservarem algum tempo de abertura e de comunhão com esse Maior, cuja natureza é de amor, aquele amor, que segundo Dante Alignieri da Divina Comédia “move o céu e as outras estrelas”  e nós acrescentamos: que comove os nossos corações.
 
Leonardo Boff é autor de  O Cuidado necessário, Vozes 2012.

Educação emocional

Estudar Psicologia, fazer psicoterapia, atender pacientes, agregar experiências; todos são caminhos que nos conduzem ao estado de iluminação de uma parte do SER, ou várias, escondidas por anos em uma existência.
Para vibrar com tal conquis...
ta é necessário estar preparado para reconhecer-se e aceitar-se, independente das outras pessoas.
Alice Miller, em suas ricas obras, elucida sobre os danos gerados pela repressão das emoções de maior ou menor nobreza. Repressão essa geradora de ansiedade e amputadora da expressão genuína do SER.
Aprendamos a lidar com a raiva dos pequeninos, com a inveja, com o ciúme, com a alegria de mostrarem-se e com a paixão que depositam nas coisas e nas pessoas.
Tudo isso é transitório e engrandecedor se permitirmos que vivam, limitando nosso papel apenas à educação e condução positiva das emoções...

Ana Virgínia



E o que é que te move?

 
E o que é que te move?
Sem essa resposta estamos fadados ao tormento das horas entediantes e à morte lenta, silenciados nas paredes que nos "protegem", nas crenças que nos amputam a criatividade, na mesmice automática das atitudes, na superficialidade das relações...
Bom dia com VIVA!

Ana Virgínia

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