O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

3 de fev. de 2012

Como se inicia um surto

Eu, Sofia (7 anos) e Ian (3 anos)

Eu: Ian, você nem me contou que a Nandinha é sua coleguinha de escola. Ela está estudando na sua salinha agora não é?
Sofia: Que Nandinha?
Ian pensando...
Eu: Aquela do prédio em que moramos até o ano passado.
Sofia: A irmã do Felipe?
Ian pensando...

Eu: É.
Sofia: Hummmmmmmmmmmmm! Namorada do Ian!
Ian: Que "nozo"!
Eu: Fala pra ela Ian - "Eu sou criança, não namoro, só brinco..."
Mal fechei minha boca ele emenda:
Ian: "Namolo" sim! Com a Nandinha não! Com a Sofia!
Sofia: Eca! Que nojo!
Ian correndo atrás da Sofia pela casa: Minha "namolaaaaaaaaaaaaada" e continuou: "Hoje à noite, aqui na selva, quem dorme é o Leão... bapumba pumba aê." Vem cá minha "namolada". kkkkkkkkkkkkkk...
Eu: Galerinha, volta para terminar o almoço!
Sofia: Ixi Ian! Vamos rápido senão a mãe vai surtar!
Eu: Que história é essa Sofia? Onde você ouviu essa palavra?
Sofia: Sei não! Acho que foi por aqui mesmo...
Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250

2 de fev. de 2012

Verdades sobre a mentira

“... a mentira é uma afirmação feita com a intenção de dizer algo falso.” Santo Agostinho

Trago ao exame dos leitores algumas reflexões sobre um tema recorrente em nosso cotidiano, colhidas em recente incursão na obra da psicoterapeuta alemã Irmtraud Tarr, que nos convidam a uma avaliação a respeito da dicotômica relação entre mentira e verdade, situando ambas nas fronteiras da percepção.

A mentira é um comportamento aprendido durante o desenvolvimento da personalidade e reforçado a partir da obtenção de vantagens quando se faz uso dela. Não acontece sem motivos, causas e intenções. Quando crianças, somos motivados pelo medo, por insegurança, porque queremos ser melhores  do que um coleguinha. Na vida adulta, as razões não são muito diferentes. O medo de enfrentar situações para as quais não estamos preparados faz com que mintamos como uma forma de autopreservação.

Podemos mascarar sentimentos de insegurança e inferioridade fazendo uso desse recurso. A pessoa insegura pode tentar se sobressair às outras por intermédio da presunção. Quando se “carrega nas tintas”, há uma possibilidade de ficar em evidência e se autoafirmar, o que se torna mais interessante do que permanecer no anonimato.  A busca pelo poder também recorre à mentira – utilizada para dominar, para mostrar superioridade e consequentemente subjugar ou explorar os menos espertos ou menos fortes.

A inveja, que se define como o sentimento oriundo do conflito entre o possuir e o não poder possuir, é um campo fértil para a impostura. Instalada, induz a transgressões, traições e insinuações que podem ser traduzidas da seguinte forma: não seja mais bonito, mais rico, mais bem-sucedido, pois terei menos valor que você. É, ainda, um caminho fácil para negar um feito que cause vergonha, podendo reprimi-la temporariamente, mas impossibilitando que o indivíduo se liberte do motivo que lhe deu causa e se aproxime das pessoas.

As menos reprováveis são as que têm como objetivo poupar outras pessoas de humilhações, mágoas ou constrangimentos. Comunicar acontecimentos desagradáveis, preservar segredos, evitar ofensas ou escândalos são resultados de motivação extremamente humana, portanto perdoáveis.

O ato de mentir está intimamente ligado às necessidades do ego. Dificilmente descrevemos os acontecimentos da forma como ocorreram, mas de acordo com a maneira como avaliamos, num contexto em que tal análise encontra-se relacionada às percepções e às necessidades de cada um. Não existe propriamente uma verdade objetiva, mas verdades “projetivas”. O que encontramos depende daquilo que estamos procurando.

Dessa forma, fica difícil considerar a verdade como uma mera questão de valor moral, a qual deve ser dita sempre e a qualquer custo. A verdade deve ser apresentada de forma que favoreça o seu acolhimento, pois de nada vale uma verdade pura se, devido ao temor, uma outra pessoa não consiga suportá-la. É fato que se mente por covardia, falta de firmeza na defesa das próprias convicções, mas quantas vezes a verdade é dita por falta de delicadeza, de imaginação, de tato ou de afeto?

A sinceridade deve estar a serviço de uma atitude interior definida, de um compromisso da pessoa consigo mesma e com os outros, não significando que se deva dizer tudo sempre e de forma espontaneamente irrefletida e grosseira. Tomemo-la em sua mais ancestral acepção – do latim “sin” = sem, “cerus” = cera, aí refletindo aquele móvel ou escultura de madeira da antiguidade romana, cujas imperfeições não foram mascaradas com cera. Pode ser comparada à sagacidade e à capacidade de compreender os sentimentos dos outros, o que só é possível quando se admite as próprias hesitações, ignorância, insuficiência e decepções.

A busca pelo verdadeiro self, por intermédio do autoconhecimento, auxilia a compreensão sobre as necessidades do ego que favorecem as inúmeras interpretações e desencontros entre a mentira e a verdade, reforçando o egoísmo e nos distanciando cada vez mais de nós mesmos e de outras pessoas.

Suporte bibliográfico:
Da impossibilidade de viver sem mentir – Irmtraud Tarr Krüger ( 1997).


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250

"Caçador de mim"





A tomada de consciência no processo de autoconhecimento, ultrapassa o entendimento racional. Envolve o reencontro lúcido com emoções e lembranças que nos impedem a autorrealização.





Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250






1 de fev. de 2012

Mergulho no inconsciente

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia. Justificável, uma vez que tal processo revolve questões antigas arquivadas no âmago daquele que teme.

Procurar um Psicólogo significa estar preparado para rever valores, quebrar padrões comportamentais bastante sedimentados, enraizados. Se permitir vivenciar um tratamento dessa natureza possibilita reavaliar posturas, assumindo responsabilidade sobre os próprios atos, consequentemente sobre a própria vida.

Psicoterapia não é fácil, mas é libertadora! Você já se imaginou conseguindo lidar  mais tranquilamente com aquele desafeto? Continuar amando sua família apesar de alguns sentimentos "negativos" que ela mobiliza em você? "Juntar os cacos" de forma mais lúcida após uma experiência de traição ou separação, podendo evitar que tais situações se reproduzam em sua vida?

Um processo de autoconhecimento é um mergulho ao encontro de si mesmo. No começo pode ser sombrio, frio e amedrontador, depois se torna fascinante, intrigante, onde apenas o indivíduo é senhor da sua própria história.

O vídeo abaixo retrata esse processo.


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250






31 de jan. de 2012

Viver para si...


Na prática da autenticidade pode-se colher: raiva, inveja, rejeição e até indiferença. Nada disso pertence ao autêntico. Ele deve seguir agindo, pois apenas assim poderá se surpreender com os resultados... mesmo os aparentemente negativos, como por exemplo, o afastamento temporário de pessoas amadas. Sejamos felizes primeiramente conosco. No final, tudo se ajeita e todos se entendem.

A rotina faz falta


Por incrível que pareça meus filhotes já estão com saudades da rotina escolar. O dia pra eles está sendo mais cansativo do que se estivessem em suas atividades normais. As brigas são constantes, o chora chora também e quem fica estressada nessa história, heim?! A mamãe aqui que se esforça pra ser uma mãezona e acha que a culpa de tanta indisciplina é dela.

Rafa ainda vai pra farmácia "ajudar" o pai. E quando dá pra fazer perguntas... sai de baixo!
Lucas quer ir também, mas os 2 juntos num ambiente comercial... nem a "Super Nanny" ida dar conta. Já tentamos e o estresse foi bem maior. 


Deixá-los o dia vidrado na TV era o que eu menos queria, mas fazer o quê? Os quebra-cabeças já se esgotaram, das brincadeiras já se fartaram e pra completar a chuva cai e eles têm que ficar dentro de casa, saindo no máximo até a varanda. E a "bendita" TV ligada...
Antes queriam muito assistir Discovery Kids... hoje é Cartoon Network, Boomerang, Disney, Nickelodeon, Sport TV.


Os filmes de bebês... já era o tempo. Agora é luta por cima de luta, policial, bandido e ladrão. E o pior... querem imitar na vida real e serem os salva-vidas do planeta. Aí vêm as quedas e os machucados e as brincadeiras pesadas que toda mãe de menino sabe muito bem como elas terminam.


A gente chega em casa, faz uma coisa, faz outra, dá um "time" no "facebook" e eles ainda viram pra gente e dizem: “a senhora gosta mais dos seus amigos do que de mim”. Ninguém merece!! Chantagem emocional... isso eles também sabem fazer. rsrs... Mas quanto estão em seus jogos online ficam "surdos e mudos" vidrados na tela do PC e esquece da mãe, do pai e até deles mesmos. 


Bem, mas apesar das indisciplinas e alguns castigos aplicados, as férias tiveram um saldo positivo: aprenderam a lavar louças, enxugá-las; arrumar a cama e dobrar seus lençóis.
Rafael com apenas 7 anos já se acha um pré adolescente (é assim mesmo que ele se rotula) e depois que aprendeu a fritar um ovo... 


Já disse que homem pode casar com 15 anos e pode até ser pai (misericórdia, Jesus!).
Depois dessas... acho melhor as férias acabarem porque percebo que em suas rotinas eles voltam a ser crianças e quando estão sem atividades querem nos imitar e acabam nos surpreendendo com cada uma!


Então... que venha o 1º dia de aula pros meus abençoados!! Pode chegar com todo gás!! Eles já estão preparados!! E nós pais também!! ;)"

Carliana Queiroz Serra Menezes
Idade: 37 anos, mãe de Rafael  e Lucas (7 e 4 anos)

Farmacêutica Bioquímica
Coroatá - Maranhão

30 de jan. de 2012

Dez Mandamentos do Crescimento Pessoal


  1. Ninguém ama aquilo que não conhece e para te tornares responsável por ti mesmo precisas conhecer quem és! Como poderás ser feliz se não moras em ti?
  2. Aceita-te a ti mesmo, amando aquilo que és, pois ‘quando abraçares as tuas sombras, elas serão redimidas’! Não lutes contra ti mesmo! A primeira luta é... parar de lutar!
  3. Ama a ti mesmo, do jeito que és: Deus que te conhece, te aceita e te ama do jeito que és! Como poderás amar o outro se não te amas? Como poderás te doar aos outros se não te possuis? Como poderás ser... se não és inteiro?
  4. ...não alimentes sentimentos de culpa nem reprimas teus sentimentos e emoções, por mais negativos que sejam, ‘pois todos eles são legítimos, o modo como os canalizas é que pode ser adequado ou não’!
  5. Acolhe teus limites e não construas para ti ideais sobre-humanos, pois ‘o ser humano pode chegar até aos cimos, mas não pode viver aí por muito tempo’. Permite a ti mesmo ser uma pessoa humana, pois esse é o início da tua libertação pessoal!
  6. Cultiva em ti a mística do crescimento, mas lembra sempre que ‘crescer é deixar de ter um conjunto de problemas e passar a ter um conjunto melhor de problemas’ e que a pessoa madura não deixou de ter limitações mas apenas aprendeu a conviver com elas!
  7. Recorda sempre que vês as coisas não do jeito que elas são mas do jeito que tu és... e que o problema não é o problema mas o modo como encaramos o problema e que ‘tu és aquilo que pensas’ e que duas são as regras para viver feliz, sendo a primeira que não deves te preocupar com as coisas pequenas e rezando a segunda... que todas as coisas são pequenas!
  8. Fala para ti mesmo, todos os dias de tua vida, que talvez não tenhas a liberdade de ser o que queres, mas podes ser livre com aquilo que és e nunca uses ‘bengalas’ para justificar tuas atitudes, pois ‘os que não têm coragem sempre têm uma filosofia para se justificar’.
  9. Procura libertar-te de tuas máscaras e descobrir por trás delas a essência verdadeira que elas protegeram e esconderam... e que agora precisas resgatar e cultivar para seres tu mesmo! Precisarás optar entre manter tua auto-imagem ou ser feliz!
  10. Reza sempre que ‘a melhor maneira de se chegar ao conhecimento de Deus é através do autoconhecimento e que é desatino pensar que haveremos de entrar no céu sem primeiro entrar em nós mesmos, a fim de conhecer e considerar nossa miséria’ e que ‘sem me conhecer não conheço a Deus’ e que ‘a proximidade com o humano constitui tua maior conquista espiritual’.

Domingos Cunha


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