O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

16 de fev. de 2012

Matérias e artigos



1. Por que as crianças estão tão infelizes?

"Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna."

Veja a matéria completa no link:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/por-que-as-criancas-estao-cada-vez-mais-infelizes





2. Criança, a alma do negócio

http://www.youtube.com/watch?v=rNlIgEm_5U8

Trata-se de um documentário de aproximadamente 50 minutos, que busca elucidar sobre os riscos de uma cultura consumista, onde as crianças são as maiores vítimas e garantidoras de um processo social alienante. Muito bom! Recomendo!

Ana Virgínia



3. Preparação Emocional para concursos


Luiza Ricotta esclarece sobre um ingrediente indispensável para o sucesso. A autoestima não só como resultado das conquistas pessoais, mas também como caminho para se chegar até elas.  Ana Virgínia



4. A grande muralha da vagina
"O polêmico artista Jamie McCartney nos apresenta 400 moldes de genitálias femininas dispostas em dez painés que totalizam nove metros de comprimento. O trabalho não é apenas uma curiosidade provocadora e controversa, mas um chamado para importantes questões socioculturais envolvendo o corpo feminino."

Veja a matéria completa no link:


5. Dislexia pode ser descoberta antes da alfabetização



6. O QUE ENSINAR SEUS FILHOS SOBRE CRIANÇAS ESPECIAIS?


Esse artigo é fantástico! Várias mães com filhos portadores de necessidades especiais, oferem dicas simples sobre como lidar com tais crianças no cotidiano, uma vez que muitas pessoas se sentem contrangidas diante delas. Ana Virgínia




7. Trickster: o iluminado trapaceiro das trevas


Renato Kress explica sobre o mito do trapaceiro e a função que o mesmo possui, no direcionamento rumo ao encontro de nós mesmos. Muito bom e profundo! Ana Virgínia




14 de fev. de 2012

É para sorrir ou para brigar?


Saindo do Conjunto Nacional após a realização de um exame...

Muito tranquila, elaborando mentalmente um novo trabalho sobre Síndrome do Pânico, pego meu cartão do estacionamento, separo R$10,00 e sigo para o caixa. FECHADO! Lembrei que no extremo oposto ao estacionamento coberto havia outro caixa, peguei o carro e segui até lá. FECHADO!
Percebendo que ainda não eram nem 09:00, imaginei que os caixas em funcionamento estariam no térreo. Segui com o carro para a escada mais próxima e ao lado dela havia um caixa aberto. PERFEITO! Estacionei de ré para facilitar minha saída, entrei na fila, paguei, segui para o meu veículo, liguei o carro e quando estava saindo, uma mulher muito bem apessoada, parou seu carro aonde para pagar o estacionamento? Na frente do meu, na via de circulação. Logo pensei: certamente não percebeu que eu estou aqui, pronta para sair. Abri meu vidro e gentilmente pedi para que chegasse mais para trás.

Para minha surpresa ela reagiu aos berros - só não me chamou de santa -, me ordenando que saisse de ré pela vaga de trás. Não precisou mais que isso para eu perceber que a situação não se tratava de uma conversa entre duas pessoas civilizadas e que eu precisava me manter calma... RESPIREI bem fundo e devagar!

- Minha senhora, se eu sair de ré, vou ter que contornar todo o estacionamento para pegar a mão. Seja razoável, a senhora não pode parar o carro aqui. Me deixe sair e estacione em minha vaga, mas se ficar melhor para a senhora, eu a espero pegar a fila e pagar o estacionamento...mal terminei de falar e ela saiu muito contrariada, olhar fuzilante, quase cantando pneu.

RESPIREI mais fundo ainda. Eu não podia perder meu equilíbrio logo agora passado o pior.

Liguei o som, dei partida para sair, percebi que vinha outro carro. Esperei passar. Segui. Lá na frente, próximo à saída, tive que esperar o tal carro manobrar para estacionar. Olhei pelo retrovisor e nova surpresa; "minha amiga" se aproximando do meu carro, morrendo de rir.

- "Sua otária! Não podia me esperar e agora está aí... kkkkkkkkkkkkkk"
 
Pensei: Eu mereço! Respira Ana! Respira Ana! Respiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiraaaaaaaaaaaaaaaaaahhh!
Lembrei do filme Dia de fúria. RESPIREI para acalmar minha células nervosas que nessa altura do campeonato estavam mais agitadas que nádegas flácidas na Marquês de Sapucaí...

Optei por SORRIR!
Onde eu estava mesmo antes disso tudo acontecer? Ah sim! A crônica...
Tenha um bom dia você também e obrigada pela inspiração!

Os sentimentos estão atrelados às nossas ações e reações, norteando a forma como iremos manifestá-los.
Em casos como o relatado, além de tornar os sentimentos conscientes, é valioso lembrar que o conflito que vem do outro, não lhe pertence.
Não convém se "misturar" com os conteúdos emocionais alheios e se isso for inevitável, a avaliação sobre o que promoveu o "encaixe" é fundamental para evitar futuros embates e a instalação de atos violentos.


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250

Filme: Dia de fúria




12 de fev. de 2012

Impulso – liberte-o ou escravize-se

Há alguns dias ouvi uma mãe relatar com orgulho como o filho de dois anos de idade havia exteriorizado, de forma simbólica, sua vontade de “eliminar” a irmã recém-nascida, afogando uma boneca na banheira, repetidas vezes, va-ga-ro-sa-men-te... Paradoxal?! Definitivamente, não.


Impulsos negativos ou positivos influenciam nossas atitudes muito mais do que podemos imaginar e desde muito cedo aprendemos a reforçar os bons sentimentos e negar os maus que podem desencadear tais impulsos. Dentro do processo normal de desenvolvimento infantil, a criança vai percebendo que se não frear sentimentos e comportamentos menos nobres corre o risco de não ser aceita e pode interpretar a não aceitação como ausência de amor.

De tanto ouvir: “Raiva não é legal!” ,” Você tem que amar seu irmão!”, “Se você não for bonzinho, papai e mamãe ficarão muito tristes com você!”, “Homem não chora!”etc, a criança passa a reprimir tais sentimentos, criando normas de boa conduta na tentativa de formar uma imagem baseada em sentimentos aceitáveis (ao que chamamos de ego idealizado), “garantindo”, dessa forma, o amor das pessoas. Quanto maior o medo da rejeição, maior a norma, maior o ego idealizado, mais impulsos censurados e enjaulados no inconsciente. Assim se origina a culpa. Não sabemos de onde ela vem, gera um incômodo grande e não conseguimos nos perdoar, pois não sabemos o erro cometido. Diferentemente do arrependimento, cujo  motivo é consciente. Ele surge a partir do conflito entre impulso e escolha (ter ou não prazer).

Abstraindo os exemplos gastronômicos de Paulo Gaudencio, tomemos a experiência do cigarro. Uma pessoa está tentando se livrar do fumo, mas está com muita vontade de fumar; o conflito já está instaurado. Se ela fuma, sente um prazer momentâneo e um arrependimento duradouro, mas se não fuma, não cede ao impulso, sente um arrependimento rápido e uma grande compensação. Ou seja, se fuma tem prazer e arrependimento, se não fuma, arrependimento e prazer. Do cigarro ao consumo de doces quando se está em dieta e ao flerte com a melhor amiga da namorada é o mesmo caminho. Nada evitará esse dilema, pois faz parte da dinâmica da vida. Mas, ao mesmo tempo, o que é consciente é mais fácil de lidar: trata-se de avaliar a compensação; pura matemática!

A parte mais difícil começa aqui. Lembremos do caso do menininho que afogou a boneca. Caso sua mãe, percebendo que no íntimo da criança o desejo verdadeiro era o de “exterminar” a irmãzinha – sim! afinal, ela veio dividir a atenção dos pais, fazendo com que o garoto sinta raiva, ciúme e medo –,  o corrigisse inadequadamente, ele reprimiria seus sentimentos, guardando-os em um lugar escuro e bem escondido do seu inconsciente. Suponhamos que, anos mais tarde, a irmã descobre ser vítima de uma doença grave. Provavelmente, o garoto sentirá uma culpa enorme, sem causa consciente, mas perfeitamente explicável, pois, finalmente “conseguiu atingir” a irmã. Se fosse um conflito consciente, ele não teria do que se arrepender.


Nesse caso, a mãe tem motivos de sobra para se orgulhar. Viu seu primogênito administrando seus impulsos destrutivos e não o reprimiu, continuou atenta aos sinais do filho, acompanhando-o dentro do seu processo de adaptação ao novo membro da família. A consequência desse ato é uma criança vivendo seu impulso de forma sadia, sem a necessidade de parecer bonzinho para ser aceito. É natural sentir raiva, ciúme e medo diante de tal situação, mas normalmente o que aprendemos é que não é possível amar e sentir raiva de uma pessoa ao mesmo tempo. O que não é possível e aceitável, na verdade, é afogar a irmã. Sentir qualquer um desses impulsos é perfeitamente viável.

Além do ego idealizado e dos impulsos, ainda possuímos, como instância psíquica, o superego, que é o conjunto do ego idealizado e da censura dos impulsos que não correspondem a ele. É um conjunto de valores, um código de ética e que normalmente vem contrapor-se aos impulsos, cuja existência é necessária. Sem ele, o ser humano se torna um animal, sem limites, capaz de cometer as piores atrocidades (até afogar a irmã). Na infância, nossos pais desempenham esse papel nos auxiliando na criação das normas.

Ainda segundo Gaudencio, no processo terapêutico, o superego é revisto, flexibilizado. A isso podemos acrescer que os impulsos reprimidos são reconhecidos como parte integrante do indivíduo e o ego abre espaço para os sentimentos renegados, agradando ou não as outras pessoas. Novo sentido é dado ao impulso, reestruturando uma verdade estabelecida anteriormente e que parecia ser a única. Impulsos bons ou maus fazem parte do ser humano. Reprimir os impulsos negativos é como não liberar a água de uma represa esporadicamente. Se permitirmos que o excesso de água flua, a represa continuará exercendo sua função, mas sob controle.

Suporte bibliográfico:
Minhas razões, tuas razões – Paulo Gaudencio / 1994.


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250


Sugestão de filme:
O Cisne Negro




10 de fev. de 2012

Mamãe? Somos iguais não é mesmo?

Colocando Sofia para dormir...

Sofia: Mamãe, você está bem?
Eu: Sim, por quê?
Sofia: Sinto uma tristeza em você, pequenininha.
Eu: Estou um pouco cansada.
Sofia: Você me diria se fosse tristeza?
Eu: Você gostaria de saber?
Sofia: Sim. 
Eu: Não ficaria triste ou assustada?

Sofia: Eu continuaria te amando, mesmo sabendo que você é como eu.
Eu: Quando acontecer pode deixar que você saberá. Te amo minha filha...

Filhos percebem nossas dificuldades e se sentem importantes, prestigiados quando nos mostramos humanos. Podem também fantasiar que não estamos bem por causa de algo que fizeram caso não os deixemos tranquilos quanto ao que de fato está acontecendo.

Nem sempre será possivel falar sobre os reais motivos que nos abatem, mas desconfirmar a percepção da criança é o mesmo que dizer que está errada. Ela aprenderá com o tempo, a duvidar de si mesma.

Conversar abertamente com uma criança, reconhecendo seu valor, respeitando sua percepção e maturidade, tranqulizando quanto à existência de soluções para os problemas, favorece o desenvolver de crianças mais seguras, mais autônomas emocionalmente, mais sensíveis e mais focadas para o que verdadeiramente é e se tornará importante em suas vidas.


Ana Virgínia - mãe da Sofia (7 anos)

Para Sofia

Velha Infância - Tribalistas

Pausa para crescer


Diante da inquietação para resolver as coisas nos tornamos impulsivos, desperdiçando palavras, nos perdendo em discussões estéreis.

Por mais difícil que seja, por mais voltas que dê o estômago, por mais noites de sono que se perca, ainda é valioso o crescimento resultante do silenciar, do elaborar as próprias emoções antes de agir... mesmo que isso leve meses... o foco tem que estar lá, o objetivo tem que ser claro!

Ficar bem consigo mesmo, haja o que houver...






Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250







9 de fev. de 2012

O presente é um presente!

Colocando o Ian para dormir, me transportei para um futuro nem tão distante assim. O imaginei fora daquela mini cama, desprendido de seus companheiros Dona Camisola Azul e Senhor Coelho Mimi. Só mais algum tempo, minha presença já não será mais necessária na hora de dormir. E aquele pacotinho, gostoso de apertar, cheirar e beijar estará se transformando,
paulatinamente, em um homem. Tudo isso passando pela minha cabeça na velocidade da luz...

- Filho?
- Hum!
- Não cresce, fica pequenininho pra sempre.
- Não posso! Tenho que "clescer" - ficou de pé na cama e esticou os braços para o alto...
- Deita aqui. Deixa eu te agarrar um pouquinho. Mais alguns anos e você vai estar barbado, cheio de pêlos no corpo e nem vai deixar eu te apertar. Vai virar um homem grande, estudar, trabalhar, namorar e deixará de ser meu pequenino.
- Mãe, eu não vou ficar cabeludo tá! Mas ainda vou "namolar" a Soso. Nesse dia eu não vou ter mais mãe. Vou ter muitas irmãs...
- kkkkkkkkkkkkkkkk. Como assim? Eu vou morrer? Muitas irmãs ou muitas namoradas?
- Não. Quando a gente "clesce" não "plecisa" de mãe. Eu vou limpar meu bumbum so-zi-nho...
- Sim. Nem eu vou querer limpar seu bumbum cabeludo. Mas continuarei sendo sua mãe, conversando com você e te dando muito amor e carinho.
- Não "plecisa", minha "namolada" Sofia vai fazer tudo isso e você vai poder descansar. E eu não vou ter cabelo na "baliga", nem na perna, nem no "suvaco" não. Só vou ter aqui oh! Na "soblancelha".
- Tá bom Ian, tá bom! Deixa eu te cheirar bem muito agora, antes que seu corpo acompanhe a velocidade da sua cabeça.

AGARREI MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO! Quase que não deixo o menino dormir, tamanha era minha necessidade de eternizar aquele momento.

Te amo filho!
Que seu anjo da guarde te acompanhe sempre...


Ana Virgínia - mãe do Ian


"Casa de ferreiro, espeto de pau?"

Dia de ontem, faltando quarenta minutos para me deslocar com o Ian (3 anos) para uma consulta, quando ele me aborda no meio do corredor, olhos arregalados e agitado, quase que girando em torno do próprio eixo (mas não é cachorro tá?)...

Ian: Mãe, "ligelo! Pleciso" fazer côcô!
Eu: Vamos lá... baixe as calças que eu te sento no vaso...

E como é habitual, segue me orientando quanto aos passos de seu ritual...

Ian: Por favor, pega os "dibis" (gibis) "pala" mim. "Quelo tlês"... e a escada também (ele organiza os gibis na escadinha de dois degraus... muito sistemático!)... "Agola" pode sair. Quando eu acabar eu te chamo...

Passados vinte minutos, hora correndo contra mim que precisava levá-lo à consulta, pergunto:

Eu: Pronto filho?
Ian: Não (com um sorriso no canto da boca).

Depois de algumas vezes perguntando e ele sempre respondendo que não, fiz o que faz a maioria das mães (mesmo as Psicólogas) com horário a cumprir faria...

Eu: Tá bom filho! Já deu né? (Metendo a mão na descarga, com ele ainda sentado no vaso sanitário! E PARA QUÊ QUE EU FUI FAZER ISSO, MEU DEUS?!).
Ian (chorando horrores): Mãe! Nãããããoooooooooooooo! Você viu o quê você fez?
Eu (sacando a mancada e disfarçando para ver se colava): Dei descarga, precisamos sair e seu bumbum já está vermelho de tanto tempo que você está aí!
Ian (chorando de raiva): Você "desligou" o meu côcô! Ele "ela glandão" e eu nem vi! Não dei tchau "pala" ele! Não sou mais seu amigo!
Eu: Desculpe filho! Depois você faz outro e a gente conversa com ele...
Ian: "Agola" já "ela"!
E lá fomos, os dois dentro do carro... eu ouvindo suas lamurias por conta do tesouro perdido! Pelo menos ele expressou sua raiva e indignação por tamanha invasão materna... espero que tenha sido suficiente!

A Psicanálise explica:

"No segundo e terceiro anos de vida, dá-se a maturação do controle muscular na criança, isto é, dá-se a organização psicomotora de base. É nesse período em que se inicia o andar, o falar e em que se estabelece o controle dos esfíncteres... Dentre os produtos que a criança elabora, as fezes assumem um lugar central na fantasia infantil. São objetos que vêm de dentro do próprio corpo, que são, de certa forma, partes da própria criança... geram prazer ao serem produzidos." Clara Regina Rappaport e outros. 

E "ELA GLANDÃO"!


Psicóloga: Ana Virgínia de Almeida Queiroz / CRP: 01-7250 - E... mãe do Ian (3 anos)



Google+ Twitter Facebook Delicious Digg Favorites More